domingo, 30 de agosto de 2009

Tudo Certo


Calma, tenha calma
Minha previsão do tempo
Diz que hoje não vai chover
Alma, minha alma
Voa leve pelo vento
E me leva até você

Você me faz bem
Quando chega perto
Com esse seu sorriso aberto
Muda o meu olhar
Meu jeito de falar
Junto de você fica tudo bem, tudo certo

Sei, eu sei que vejo mais do que eu deveria
Mas é que eu sou mesmo assim
Sinto, eu sinto tanto a sua falta todo dia
Volta e traz você pra mim
Quem mandou você passar pelo meu caminho
Quantas vezes eu vou ter que repetir
Quantas vezes ?

Você me faz bem
Quando chega perto
Com esse seu sorriso aberto
Muda o meu olhar
Meu jeito de falar
Junto de você fica tudo bem
Fica tudo certo

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Certos dias...



Em certos dias como hoje, em que nenhum segundo é para nós, é que tenho a plena certeza do quanto você faz parte de mim.
Nesses dias tão agitados e cheios de qualquer outra coisa, nada me faz abrir uma pausa em tudo se não for por você.
Em dias estressantes e explosivos, em que tudo é motivo para querer jogar tudo pro alto, é você quem acalma meu coração.
Nesses dias em que nada dá certo, que parece que o mundo age contra tudo que acredito, só você me faz não perder a linha.
Em certos dias em que chorar parece ser a única coisa possível a ser feita, você me dá todos os motivos do mundo para sorrir.

É por você que meus dias mesmo dando errado... ainda assim....
dão certo!



Anja* [ 04/06/2008]

domingo, 9 de agosto de 2009

Nada doeu tanto quanto vc!

Te amar é fácil
Jogando segundo as regras,
Mas você disse que o amor é mais gostoso quando é cruel
Para você tudo não passava de um jogo,
É, você jogou legal comigo,
Mas eu te quero, eu te quero, eu te quero,
Tão mais do que eu deveria,
Sim, eu quero.

Eu levantei minhas mãos para ficar sob a sua mira,
Sim, eu estou pronto,
Não há nada, nada que nós não possamos vencer,
Isso me atingiu como um trem de carga de ferro,
Quando você me deixou,
E nada doeu tanto quanto você,
Nada doeu tanto quanto você.


Eu fui ingênuo e apressado,
Mas você me fez ver,
Que não dá para provar do mel,
Sem provar do ferrão da abelha,
Não, não dá.

É, você me ferruou de jeito,
Ah, é, você cavou bem fundo,
Mas eu aguento, eu aguento isso, eu aguento isso
Até que eu esteja de joelhos.

Eu levantei minhas mãos para ficar sob a sua mira,
Sim, eu estou pronto,
Não há nada, nada que nós não possamos vencer,
Oh, isso me atingiu como um furacão,
Quando você me deixou,
Mas eu faria, eu faria tudo de novo por você
Eu andaria mil milhas sobre vidros quebrados,
Isso não vai me parar,
De continuar meu caminho de volta a você,
Não é real até você sentir a dor,
E nada doeu tanto quanto você,
Nada doeu tanto quanto você.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A DOR QUE DÓI MAIS

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, dóem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.

Mas o que mais dói é saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que já morreu.
Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos.
Dóem essas saudades todas.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.

Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.

Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde.

Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã.

Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber.
Não saber mais se ele continua se gripando no inverno.
Não saber mais se ela continua pintando o cabelo.
Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu.
Não saber se ela foi na consulta com o dentista como prometeu.

Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua bebendo bohemia, se ela continua preferindo Coca, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber.
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber.
Não querer saber se ele está com outra,
se ela está feliz,
se ele está mais magro,
se ela está mais bela.

Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

Martha Medeiros [ com adaptações]