quarta-feira, 29 de abril de 2009

EU QUERO TER CERTEZA


E, depois que ouvi essa frase, todas as únicas certezas que eu tinha na vida foram pro ralo. Escorreram pelo meu rosto lavando o resto de alma que eu ainda tinha nele.
Logo eu, que nunca tive sequer uma certeza na vida, preciso dar garantias pra alguém de algo que eu não faço a mínima idéia.
Eu digo que amo, mas talvez eu não saiba o que é amor.
Eu ouço juras de amor de gente que confunde os sentimentos. E me confunde.

Dizem que, quando a gente ama alguém, deve deixar livre.
Então, realmente não sei amar.
Não consigo dizer que amo e ficar longe.
Não consigo gostar e não ter notícia.
Não me dou bem com a distância.
Não entendo relacionamentos abertos.
Não admito traição.
Não entendo quem gosta e não quer ficar junto.
Não entendo quem diz que ama e não sabe se quer.
Não entendo alguém que quer certezas sem apostar no relacionamento.

O dia que eu coloquei meu passarinho no dedo, levei ele pra rua e ele não quis ir embora, mesmo podendo voar, eu entendi o que é liberdade.
É querer estar junto mesmo com milhares de outras possibilidades lá fora.
É poder ir e querer ficar.
É ter a chance de escolher.
Liberdade é ter milhões de caras na sua cidade pelos quais você poderia se interessar mas você se enfia num aeroporto lotado pra atravessar estados e ficar com quem você quer.
Liberdade é poder falar que ama.
Liberdade é poder falar do que não gosta.
É saber conviver com a diferença e respeitar isso.
É entender que ninguém é exatamente do jeito que você imaginou que fosse.
É estar junto e fazer planos.
É estar junto sem saber o que vai acontecer amanhã.
É querer continuar mesmo que os planos dêem todos errados.
Mesmo que você não tenha nenhuma certeza.

Vou seguir o que dizem e deixar livre.
Vou seguir. Livre.
Fazendo planos pra minha própria vida. Ou não.
Vou simplesmente deixar que as coisas sigam seu curso natural.
Livre.
Que a vida continue.
Que as incertezas passem.
Que a paz reine.
Que o amor renasça.
Que possamos fazer escolhas certas e escolhas erradas.
Que a tal liberdade sirva pra isso.
Pra nos permitir viver errando, acertando, amando, descobrindo.

Eu nunca quero ter certeza de tudo na vida. Acho que amar é isso.
Saber dar sem garantias.
Sem exigir nada em troca.
Arriscar, acreditando que vai dar certo.
Sem olhar pra trás e se arrepender porque deu errado ou porque não era bem assim que você planejou.
Acho que amar é a incondicionalidade.
Não impor condições.
Não ter prazo de validade.
Não sei nada sobre amar, mas desconfio que não tem nada a ver com certezas.

domingo, 12 de abril de 2009

Sempre ouvi minhas amigas dizerem que, enquanto não acharem o homem certo, vão se divertir com os errados. Andei pensando sobre isso. A gente conhece os homens certos e pensa que são os errados, conhece os errados e pensa que são os certos. No fundo, no fundo, a gente nunca sabe. Já vivi casos dos mais malucos e, acredite, não é nada fácil saber quem é o homem certo e quem é o homem errado. Eu mesma ainda não sei. O que eu sei é que eu já tenho algumas pistas bem claras. E continuo errando.

O homem certo é aquele que quer te encontrar sábado à noite. Então, ele leva a melhor pizza da cidade pra sua casa. Leva vinho – e melhor: leva taças lindas – e fica com você (lindo e cheiroso) na sua casa. O homem errado quer ir pra melhor festa da cidade no sábado à noite. Com ou sem você. De preferência, sem. Agora, se ele te encontrar (por acaso) nessa festa, ele vai jurar, de pés juntos, que estava afim de te encontrar naquela noite. Vai ver não te ligou porque acabaram todos os telefones do mundo.

O homem certo telefona pra você e faz o convite: vamos fazer alguma coisa hoje à noite? Ele quer sua companhia. Liga pro seu celular às sete da noite pra garantir que você não vai arrumar nenhum programa melhor do que sair com ele. O homem errado te liga meia-noite e pergunta onde você tá. Claro, ele saiu e viu que a noite dele não ia dar em nada, então, resolveu te ligar. Muito provavelmente, você era o último número discado no celular dele. E, mais provável ainda: se você não atender, ele disca a próxima letra da agenda.

O homem certo te chama por apelidos carinhosos. Você é a Ju. A Renatinha. A Carol. Ou a Mi. O homem errado evita pronunciar seu nome em qualquer que seja a situação. Por razões óbvias: ele corre um sério risco de confundir seu nome com o de alguma outra baranga que ele pega. E, pra não confundir Brena com Bruna, ele evita pronunciar seu nome a menos que seja estritamente necessário. Quando quer falar com você, as frases começam com “ow”, “aqui” ou “véi”. Aff.

O homem certo quer te conhecer melhor. Pergunta sobre sua família, quer saber quantos irmãos tem. Quer saber dos seus valores. Do que você faz. Dos seus planos pro futuro. Dos seus objetivos na vida. O homem errado quer saber a cor da sua calcinha.

O homem certo diz que você está bonita com aquela calça nova. Elogia seu bronzeado e pergunta se você tem tomado sol. Repara em você. Repara se você está com uma carinha triste. Se está feliz. Se está passando mal-quase-morrendo no meio da festa. Pergunta se você melhorou, no dia seguinte. O homem errado nunca a elogia porque não repara em você. Só fala você é sarada (isso seu espelho já diz). Que você é gostosa. Gostosa o escambau!

E eu já não sei mais de nada. Se me divirto com os homens certos ou se insisto nos homens errados. E acabo procurando príncipes e beijando sapos. E beijando príncipes que viram sapos. E preferia não saber de nada disso pra continuar me divertindo e dando risada. Ainda que de mim mesma. Ainda que dos meus tropeços. Das minhas mancadas. Das escolhas erradas. E até dos homens errados. Queria rir disso tudo. Mas simplesmente não consigo. Não consigo fingir que não é comigo. Porque sou eu que me ferro por achar que o homem errado é o homem certo. Ou por dispensar o homem certo achando que era errado. Ou por fazer tudo errado. Sou eu que analiso, o tempo inteiro, as situações. As atitudes. Os mínimos detalhes que passariam despercebidos. Tentando fazer com que o homem errado pareça o homem certo. Tentando justificar, pra mim mesma, porque é que eu perco tanto tempo com aquele cidadão que não merece um minuto. Tentando achar defeitos no outro cidadão que merece a vida inteira. Tentando estabelecer rótulos do que é certo ou o que é errado ao invés de simplesmente viver sem tentar entender. Sabe de uma coisa? Vou me divertir sozinha mesmo enquanto não me encontro.

...

Era tudo mentira quando eu falava pra você só falar a verdade. Pra ser direto. Não. Mulher gosta de rodeios. Gosta de ser galanteada. E até de ouvir uma mentirinha de vez em quando. Fale que eu sou a mulher mais linda do mundo. Que eu sou mais bonita que a Gisele Bündchen. Fale que vai me amar pra sempre. Jure fidelidade eterna. Diga que eu sou a pessoa mais importante na sua vida. Minta como se estivesse dizendo a verdade.

Eu não gosto tanto assim do escracho como eu dizia que gostava. No fundo – ainda que muito fundo – eu gosto de um pouco de romantismo. Quem fala que não gosta está mentindo. Despiste se quiser só meu corpo. Me mande flores, me leve pra jantar. Finja que gosta de mim mesmo que, no final das contas, só queira me levar pro motel. Finja que é meu, ainda que só por uma noite. Eu gosto desse conto de fadas imaginário que toda mulher cria na cabeça pra colorir a vida um pouco. Eu gosto de ouvir elogios exagerados. De receber mensagens bobas no celular. De receber e-mails no final da tarde e flores no meio do trabalho. Eu gosto de criar fantasias impossíveis. Se eu te chamar pra viajar comigo, não significa que você precisa ir. Minta que vai só pra não estragar a história. O que eu quero mesmo não é nenhuma viagem.

Eu finjo que odeio o seu ciúme mas morro de rir por dentro. Acho lindo quando algum bonitão passa do meu lado e você vigia meu olhar com seus olhos. Acho lindo quando meu celular toca e você, despistadamente, tenta ver quem é. Acho lindo quando a gente sobe no elevador com algum vizinho gato e você me pergunta “quem é esse cara?” depois que ele desce no andar dele. Acho lindo que você não tem ciúmes dos meus amigos feios.

Mas você se tornou tão previsível que perdeu o encanto. Você me conta que acha a vizinha “gostosa”, que acha aquela baranga da televisão “boazuda” e que acha minha amiga “muito boa”. Você conta que “quebrou o pau” na noite anterior. Que bebeu além da conta. Que seus amigos são todos galinhas. Essa sua mania de ser direto acabou com toda a poesia. Você se tornou meu homem-objeto e eu me tornei alguém que eu não sou. Inventei uma mulher-objeto pra te agradar. Invento que eu não gosto de você. Que eu não to nem aí pros seus desejos pelas outras mulheres e finjo que não ouço as coisas desnecessárias que você fala. Invento que eu não gosto do romance e da poesia da coisa.

Mas, quer saber?! Eu gosto da meia-luz. Eu gosto das palavras que só insinuam. Eu gosto do jogo que eu sei jogar. Eu gosto de ser seduzida e não arrastada pelo cabelo. Eu gosto da sua mão segurando a minha e não só dela pelo meu corpo. Eu gosto de me sentir a Marilyn Monroe e não a loira do Tchan. Eu gosto de vinho tinto e não de cerveja na lata. Eu gosto de jazz e não de funk.

Te peço: finja de bom moço. Mande mensagem. Mande flores. Mande no rumo da minha vida. Me pegue no colo. Dance comigo no supermercado. Coloque o meu CD favorito quando eu entrar no seu carro. Me chame de princesa. Me chame de linda. Me chame pra fazer parte da sua vida. Apareça de surpresa. Entre na minha vida sem eu perceber. Minta que eu sou a única mulher que você deseja. Minta que você mataria um dia de trabalho pra ficar à toa comigo em casa. Minta mesmo que eu não acredite em nada disso. E, se você resolver tornar tudo isso realidade, apenas seja. Eu não preciso saber que é verdade.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

TUDO ERRADO

Este não é um texto sobre o amor. É um texto sobre uma cidadã que já amou demais. Uma cidadã que faz tudo errado. Que se desconserta quando alguém fala que gosta dela. Que é contraditória por natureza. Que fala a verdade quando deveria mentir. Que diz que é fiel aos seus sentimentos mas não entende nada sobre fidelidade. Que gosta de um cara mas sai com outro sábado à noite. Que quer se matar por dar end no cidadão que ela mais quer quando ele liga e ela está com outro. Que já largou um cara dentro do cinema sozinho e nunca mais voltou. Que já saiu de casa às duas da manhã numa terça-feira fria. Que já viajou 500km só pra falar pra um imbecil que ela o amava - e ele disse que já tinha outra. Que já chorou por um homem. Que já chorou por alguns homens. Que não tem vergonha de falar o que sente. Uma cidadã cujo sorriso entrega suas emoções. Cujos lábios movem quando ela pensa. E cujos olhos não a deixam mentir.

Uma cidadã que odeia pimentão. Odeia vagem. Odeia quando tem que esperar alguém ligar. Odeia mais ainda quando esse alguém não liga. Odeia os homens que têm namorada e ficam ligando pra ela (qualé?!). Uma cidadã que adora chocolate. Que sonha em morar sozinha. Adora sua própria companhia. Adora não ter mais idade pra brincar de polícia-e-ladrão. Pra fazer joguinho. Adora já ter passado da fase de fingir que ela não está afim quando está.

Só que essa cidadã faz tudo errado. Ela diz por aí que quer namorar. Mas se esquiva quando seus casos começam a ficar sérios. E só se envolve com os “não-namoráveis”. Os mais galinhas. Os mais baladeiros. E anda dispensando todos os caras com quem ela poderia pensar em fazer planos. Talvez porque, lá no fundo, ela goste de ser solteira. De poder escolher com quem ela vai sair no final de semana. Talvez ela queira ligar praquele cara bacana no meio do show do Rappa. Talvez porque ela ache que sair e conhecer novas pessoas seja uma coisa bacana. E porque ela ainda não encontrou alguém que faça valer a pena largar tudo isso pra se comprometer a um cara só.

Talvez porque ela goste de chegar em casa sozinha. Tirar suas roupas e se jogar em cima da cama. Poder deixar tudo espalhado. Tomar banho de porta aberta. Reservar-se o direito de não atender o telefone fixo. Assistir ao canal de TV que ela bem entender. Ficar na internet por quantas horas achar conveniente. Dar end no celular de acordo com seu humor. Ir e vir de onde ela bem entender. À hora que ela bem entender. E com quem ela bem entender. Talvez ela até goste de comer miojo quando tem preguiça de sair pra almoçar nos finais de semana. E talvez ela prefira a companhia do seucachorrinho na sua cama. Talvez tudo isso seja verdade. E talvez tudo isso passe. Mas fato é que a cidadã não vai abrir mão disso por pouca coisa. E que ela não troca suas tardes de domingo sozinha por tardes de domingo em companhia errada.

Fato é que a cidadã não quer alguém pra chamar de namorado. Ela quer um alguém que ainda não encontrou. E o dia que ela encontrar, ela não vai deixar esse alguém escapar por nada deste mundo. Porque essa cidadã sabe o que é perder o cara que é o amor da sua vida. Sabe o que é fazer tudo errado sempre. Mas, mesmo assim, ela não tem medo de começar tudo de novo. De tentar outra vez. De viajar mais 800km pra dizer, mais uma vez, que ama. E essa cidadã só quer viver de novo aquilo que ela conhece muito bem. Amar. Incondicionalmente. Viver incondicionalmente. Viver sem fazer planos. Sem querer prever o futuro. Estar do lado de alguém que é o mundo pra ela. Estar do lado da pessoa certa. Aquela única pessoa com quem ela gostaria de estar. Alguém que conhece todos os seus medos. Todos os seus sonhos. Que sonha junto com ela. Alguém por quem ela abriria mão de todas as maravilhas da vida de solteira. E por quem ela acredita que vai fazer tudo certo um dia.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

VOCÊ



Você virou parâmetro de comparação.
Você virou o cara com quem eu comparo todos os outros.
Com quem eu gostaria que todos se parecessem.
Eu só olho pros outros caras procurando um cabelo tão lindo quanto o seu.
Umas costas tão fortes quanto as suas.
Um sorriso tão sincero nos olhos.
Mas ninguém conseguiu essa façanha.
Ninguém tem a sua boca fofa, a sua pele macia, o seu abraço quente.
Ninguém é você e ninguém me basta tanto quanto você.
Ninguém tem o seu jeito de me olhar. De falar meu nome.
Ninguém tem esse cheiro.
Ninguém me faz rir como você.
Ninguém nunca me viu chorar com a alma tão aberta, com a cara tão pálida e o coração tão pequeno.
Não consigo ser tão eu como quando estou com você.
Você me conhece sem maquiagem, sem pudores, sem grana e até sem unha...
Você conhece meu melhor e agüenta o meu pior.
Você é tão eu que eu penso que é meu.

Depois de você, os outros são os outros e só. Eu cito Kid Abelha.
Aprendo a dançar forró (aprendo a dançar qualquer coisa, na verdade).
Eu viro morena.
Eu passo a noite em claro.
Você vale qualquer mudança de planos.
Você merece que eu tire férias só pra dormir e acordar do seu lado.
Pra te ter suado.
Você me leva pra Lua, ida e volta em cinco segundos.
Você me tira do ar, me deixa no chão.
E você é essa pessoa do bem.
Esse coração enorme.
Pra quem eu nunca conseguiria mentir porque você lê meus pensamentos no fundo dos meus olhos.

Você é o que faz tudo valer a pena.
Você compensa qualquer esforço.
Você vale o risco. Você me apetece. Me desafia. Me faz ir atrás. Ir além.
Ir mais longe e querer mais. Você me apaixona. Me arranca pedaços.
Me deixa de boca aberta. De coração na mão. Você é o que me faz levantar da cama de manhã cedo.
Você é que me faz precisar de mais 36 horas no meu dia.
Você me devolve a vontade de viver quando eu penso que tudo acabou.
Você me tira de casa de madrugada. Você faz meu coração bater mais forte.
Você me faz querer viver pra sempre. Você é o que me move.

E agora eu quero patentear isso. Quero meus direitos autorais.
Dá pra fazer várias cópias de você e espalhar pela cidade pra toda hora que eu precisar?
Dá pra parar de mexer no seu computador pra eu ficar só te olhando?
Dá pra ficar mais tempo me explicando qualquer coisa em que eu não vá prestar atenção porque sua boca se mexe tão suave que eu tenho vontade de mexer meu corpo inteiro junto com ela?
Dá pra me olhar por mais um segundo (ou dois, se eu sobreviver ao primeiro)?
Dá pra parar de ser tão tudo de bom pra eu conseguir achar graça em mais alguém?
Dá pra ser só meu pra sempre?

Dá pra mandar eu parar de escrever sobre você porque eu to ficando muito clichê?

Fica na minha vida pra sempre?


Você não precisa mais de chocolate. Agora, você tem um cidadão que te causa o mesmo efeito. Que te dá uma sensação boa pelo corpo inteiro. Que te dá energia e que te dá gosto. Que dá gosto de olhar, de tocar, de sentir, de beijar. Ele dirige bem seu carro, seu corpo e, se sua vida fosse um filme, ele poderia ser o diretor. Ou o personagem principal.

Ele escreve as coisas mais lindas que você já leu e, mesmo assim, ele consegue ler seus textos cheios de clichês. E ele é meio clichê do seu lado. Ele fala que te adora. Te chama de linda. Diz que te quer pra sempre.

Mas enquanto o pra sempre não chega, você quer aproveitar cada segundo do lado dele. Você queria não ter hora pra ir embora. Você queria que ele não fosse embora. Você só queria rir com ele à noite inteira. E queria que a noite inteira não tivesse fim. Pra vocês falarem besteiras. Pra jogar conversa fora. Pra você falar das coisas fúteis sem parecer estúpida. Pra ele rir porque o álcool é intolerante a você.

A noite é sempre perfeita. Você bebe uma ou duas doses da sua bebida favorita e ri horrores.
Ri porque se diverte com ele.
Ri porque ele consegue ser mais bobo que você.
Ri porque não entende como pode ser tão gostoso estar do lado daquele cara que nada sabe sobre você e gosta da sua companhia mesmo assim.
Ri porque está feliz com tão pouco.
Está feliz de estar ali.
E queria estar ali pra sempre.
Você ri porque ele não é nada daquilo que você imaginou pra sua vida.
Mas ele te convence, sem palavras, de que é o cara perfeito pra você.
E faz com que tudo que você viveu antes dele pareça tão morno.
Faz com que os outros caras que já passaram pela sua vida pareçam tão pouco.

Ele admira seu sorriso.
Diz que seu corpo é lindo.
Adora seu cabelo. Suas pernas.
Beija sua mão. Beija seu rosto com um carinho ingênuo.

Toca sua pele e faz você se sentir uma adolescente.
Ele te abraça e muda o ritmo da sua respiração. Porque, na verdade, ele mudou sua vida. Ele não fez nada pra isso, mas te faz a pessoa mais feliz do mundo. Você não quer mais nada dessa vida. Quer ele. E só. Quer ele te abraçando com aquela mão macia. Com aquele corpo quente.
Aqueles olhinhos brilhando do seu lado.
Aquele olhar que fala sem palavras.
Aquele sorriso mais do que fofo.
Aquele cara que chegou e te rendeu sem o mínimo esforço.
Por quem você abandonaria todos os outros caras interessantes que te ligam sábado à noite.
Deletaria do seu celular todos os números de telefone.
Por quem você largaria todas as outras propostas.
Arriscaria começar tudo de novo.
Ele é o cara pra quem você olha e pensa: fica na minha vida pra sempre?







sábado, 4 de abril de 2009

SEU PASSADO NÃO TE CONDENA

Não vou te adicionar no orkut. Não quero saber quem deixa recados pra você e qual o conteúdo deles. Isso é problema seu. Também não vou fuçar sua página na internet porque não quero achar assuntos que não me pertençam e acabar por interpretá-los mal. O que eu quiser saber da sua vida, vou te perguntar sem rodeios. Também não sou mulher de espionar celular. E-mail. Caixa postal. Nada disso. Não vou perguntar a ninguém sobre seu passado. Seus amores. Sua história. Prefiro que você mesmo me conte o que eu precisar saber. E, aliás, quero saber só o que você quiser me contar.

Saber da sua vida pelos outros seria deixar que eles resolvessem por mim. E eu detesto que resolvam qualquer coisa por mim. E muito menos vou deixar seu passado resolver o seu futuro comigo. Taí. Detesto especulações. O que vai ser do meu futuro junto com o seu não tem como eu, nem você, nem outra pessoa qualquer saber. Só pagando pra ver. E a gente paga. Assume os riscos. Calcula o custo-benefício. E, no final, o saldo promete ser positivo.

Traiu sua ex-namorada? Fugiu de casa? Não me interessa. O que você vai ser comigo nunca vai ser igual ao que você foi com qualquer outra pessoa. Sabe por que? Porque eu não sou igual a qualquer outra pessoa. Por isso não quero saber. Não quero saber da sua vida o que você não quiser me contar. Não quero saber o que os outros têm pra falar de você. Se é do bem ou do mal. Se trabalha ou é vagabundo. Se é fiel ou trai a si mesmo. Deixe que eu tire minhas próprias conclusões a seu respeito. Não gosto que me digam como fazer. Meu passado não é um lençol de cetim branco. O seu não é. E atire a primeira pedra quem não tem uma manchinha negra escondidinha lá no canto.

A gente tá começando do zero. Eu sou uma nova pessoa pra você, e você é esse cidadão que eu não sei ainda.
E quer saber mais?
Eu confio cem por cento nos meus sentimentos. E eu confio em você porque eu confio naquilo que eu senti a primeira vez que te vi. Afinal, não tinha como ser diferente. Eu te olhei e já sabia o final da história (e olha que ela mal começou). Eu te olhei e meu passado, presente e futuro passaram como um flash diante dos meus olhos. Eu não quis saber se sua boca tinha gosto de cigarro ou de chocolate. Eu não quis saber se você era rico ou pobre. Se morava na zona norte ou na zona sul (ou em outra cidade!!!). Eu não quis saber se você andava de carro ou de carruagem. Se era príncipe ou sapo.
Eu só quis saber se você me queria. E então, não me faltou mais nada.
Seu sorriso te entregou. Aquele seu sorriso tímido e safado na cara, fazendo charme falou por você.
E tudo que eu queria estava ali, mesmo antes de eu saber que eu queria.
E eu sabia que era você. Eu já te conhecia antes de você me contar da sua vida. Eu li tudinho no fundo dos seus olhos enquanto você falava oi pela primeira vez. Eu te li sem te julgar.

Por isso, insisto: eu não quero saber de onde você veio, o que você fez ou quem amou.
Quero saber quem você é quando está comigo.
Quero saber se quando eu colocar meu coração na sua mão, você vai segurá-lo com a mesma força que você segura minha mão.
Quero saber se posso confiar em você como confio em mim mesma.
Quero saber da sua vida só hoje.
E do amanhã, quero saber só se você estiver comigo. A
nda, diz pra mim que você vai estar!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

E quem manda...


Meu mal é este. Achar que posso controlar coisas que não têm o mínimo controle. Achar que mando no meu coração. E ignoro completamente que não depende da minha vontade se ele vai bater mais rápido ou mais devagar. Que ele dispara e quer sair pela boca quando eu vejo aquele cidadão. E que eu só penso nisso e não controlo nem meus pensamentos.

Juro que tento. Mas não é tão simples assim. Nunca me apaixonei por quem eu deveria me apaixonar. Sei exatamente o que eu deveria querer, mas nunca achei muita graça em fazer o que eu deveria. E, na hora que eu acho que vou fazer tudo certo, lá estou eu, de novo, dando a cara pra bater. Me jogando. Entrando em furadas e rindo dos meus próprios erros. Metendo os pés pelas mãos. Rindo pra não chorar. Chorando e começando tudo de novo.

Acho que tenho problemas mentais sérios. É isso. Escolhi a dedo. O mais lindo. O mais inteligente. O mais bem sucedido. O mais sarado. O mais gente boa. O mais “bom moço”. O mais carinhoso. O mais fofo. O mais velho que eu. O que menos bebe. O que nunca fumou. Que nunca se drogou. (Sim, esse cara existe de verdade!). E quem disse que eu quero agora? Quem disse que meus batimentos cardíacos aumentam – por um segundo que seja – quando eu estou com ele?! Quem disse que eu coloquei pra ele um toque especial no meu celular?

Não mesmo. Meu celular toca diferente é quando aquele infeliz liga. Sim. Porque, pra ele, eu coloquei um toque especial no dia seguinte. E, se meu celular tivesse luzes coloridas, sirene de ambulância, apito de trânsito, tambores do Olodum, eu colocaria todos tocando ao mesmo tempo quando ele liga. Se bem que nem precisaria. Meu coração sai pela boca até quando ele liga e meu celular está no modo “silencioso”. E eu atendo sem tomar fôlego, engasgando com o ar. Falo atropelando as palavras. Não ouço muito bem o que ele fala, mas acho tudo lindo. Não entendo qual foi o convite do dia, mas digo que vou.

E agüento até as piadas das minhas amigas.
Escuto a fulana dizer que ele é a “visão do inferno” e ainda dou risada.
E ele não é nada meu tipo.
Não tem nenhuma das características que eu admiro num cara.
É um menino que pensa que é homem.
Mas ele manda no meu coração muito mais do que eu.
Ele tem esse poder de me tirar o fôlego.
De me deixar sem forças.
De me fazer querer ele e só ele.
De me fazer não querer nem o mais perfeito dos caras que eu encontrei depois dele.
Ele me faz jogar pro alto todos os meus conceitos, tudo o que eu listei cuidadosamente na minha cabeça pra procurar num cara.
Sim, ele me surpreende.
Ele supera minhas expectativas.
Ele me diz: “apronte-se em dez minutos que estou passando aí”, quando eu nem banho tomei.
Ele aparece no meio da tarde só pra dizer “oi”.
Ele liga, às duas da manhã, pra me dar boa noite.
E ele me olha de um jeito que parece que é meu.
E eu mal o conheço mas me sinto tão à vontade do lado dele.
E eu posso ser eu mesma sem precisar me explicar.
Sem querer controlar o futuro.
Sem querer controlar minha própria vida.
E começo a desejar que as coisas que não têm o mínimo controle que se explodam!
Ele me faz entender, de uma forma tão simples, que tem alguém que realmente manda nesse coração.

Verdade seja dita. Eu não sou como você esperava.
Eu sou muito mais do que você espera.
Muito mais do que você agüentaria.
E talvez até mais do que você merece.

Porque eu sou fiel aos meus sentimentos.
Vou estar com você quando eu realmente quiser estar.
Vou te ligar quando eu quiser falar com você.
Porque eu não passo vontade.
E nem vou passar vontade de você.
Não vou fazer joguinho. Eu me entrego mesmo. Assim. Na lata.
Eu abro meu coração. Rasgo o verbo. Me dou em prosa.
E se te disser que não te quero, meu olhar vai me desmentir na tua frente.
Porque eu falo antes de pensar.
Eu falo até sem sequer pensar.
Eu penso falando. E se estou com você, aí, não penso duas vezes.
Não penso em nada.
Não quero mais nada.

Então, não perca seu tempo comigo.
Eu não sou um corpo que você achou na noite.
Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer.
Eu não preciso do seu dinheiro.
Muito menos do seu carro.
Mas, talvez, eu precise dos seus braços fortes.
Das suas mãos quentes.
Do seu colo pra eu me deitar.
Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro.
Eu não vou te pedir nada.
Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar.
Mas uma coisa, eu exijo.
Quando estiver comigo, seja todo você.
Corpo e alma.
Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo.

Mas, por favor, não me apareça pela metade.
Não me venha com falsas promessas.
Eu não me iludo com presentes caros.
Não, eu não estou à venda.
Eu não quero saber onde você mora.
Desde que você saiba o caminho da minha casa.
Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.

Você não vai me ver mentir. Desista.
Mentiria sobre a cor do meu cabelo.
Sobre minha altura.
Até sobre meus planos para o futuro.
Mas não vou mentir sobre o que eu sinto.
Nem sob tortura.
Posso mentir sobre minha noite anterior.
Sobre minha viagem inesquecível.
Mas não agüentaria mentir sobre você por um segundo.
Não na sua cara.
Mentiria pras minhas amigas sobre a sua beleza.
Diria que tem corpo de atleta e um quê de Don Juan (mesmo sabendo que elas iriam descobrir a farsa depois).
Mas não me faça mentir e dizer que não te quero.
Que eu não estou na sua.
Não me obrigue a jogar.
Não me obrigue a dizer “não” quando eu quiser dizer “sim”.
Não me faça tirar você da minha vida porque meu coração ainda acelera quando você me liga.

Insisto. Não perca seu tempo comigo.
Porque eu não quero entrar no seu carro se não puder entrar na sua vida.
Não me conte seu passado se eu não puder viver seu presente.
Não faça planos comigo se não me incluir no seu futuro.
Não me apresente seus amigos se, amanhã, vou virar só mais uma.
Me poupe do trabalho de adivinhar seus pensamentos.
Diga que me quer apenas quando for verdade.
Diga que está com saudade apenas se sentir minha falta do seu lado.
Peça minha companhia quando não desejar só meu corpo.
Me ligue quando tiver algo pra dizer.
Mas, por favor, me desligue quando não estiver mais afim de mim.

Essa Coisinha ..


"Se você quer ser minha namorada
Ah, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguem mais pode ser

Você tem de fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha ate morrer
E tambem de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas historias de você
..."

Vinicius de Moraes

Movida a paixão


Eu não tenho mais idade pra me apaixonar.
Não mesmo.
Não sou mais uma adolescente e meus dezoito anos já viraram história.
Mas, sentir aquele frio na barriga é muito bom.
Já contei mil vezes.
Não gosto de nada morno.
Se não tiver paixão,
se não tiver emoção,
se não me arrancar do chão,
não serve.

Tem coisa melhor do que aquele telefonema no meio da tarde? Aquela ligação que te deixa com um sorriso apaixonado grudado na cara o resto do dia.

Tem coisa melhor do que estar com alguém que te faz rir o tempo todo? Aquela pessoa que tem “aquela coisa que você não sabe explicar” que faz você não querer sair de perto dela nunca mais.

Sabe o que eu não consigo entender? Gente morna. Namoro de longa data em que as pessoas “se acostumam” com a outra.
Como pode isso?
Como pode alguém estar cansado sexta-feira à noite e querer dormir?
Como pode alguém empurrar a própria vida com a barriga?

Não vou atirar a primeira pedra.
Já cometi essa insanidade. Mas hoje, e cada dia, sou uma nova pessoa.
Penso. Logo, mudo de idéia. De gosto. De roupa. De estilo. De vida.

Você já esteve com alguém pensando em outra pessoa? Eu já.
Você já namorou uma pessoa enquanto amava outra? Eu já.
O pior erro.
Mas eu não imaginava o que estava perdendo.
O tanto que é bom você estar com a pessoa certa.
Com aquele cara que você olha pra ele e pensa: “é exatamente com você que eu queria estar agora, nesse instante”.
E o Brad Pitt poderia aparecer pelado na sua frente.
E quem mais fosse.
E você não trocaria aquele momento por nenhum outro.
Por nenhuma outra sensação de mundo.
Por ninguém mais no mundo.
Nem outro lugar.
Nada.

Não sei muita coisa do que quero pra minha vida.
E nem tenho essa pretensão.

Mas sei isto: quero tudo intenso.
Tudo agora.
Tudo pra já.

Minha vida já está acontecendo e eu não tenho mais tempo a perder com sorrisos amarelos.
Com abraços frouxos.
Com bocas aleatórias.
Com noites sem dias seguintes.
Com pessoas que não se dão.
Quero viver tudo intensamente.
Até a última gota.
Correr o risco.
Me atirar.
E sentir o coração bater forte.
Sair pela boca.
Me engolir.
Ter aquela sensação de não estar cabendo no próprio corpo (mais alguém aqui já sentiu isso?).
Quero ser arrebatada.
Não conseguir dormir à noite.
Acordar com olheiras e estar linda mesmo assim.
Quero rir de mim mesma.
Rir sozinha no meio da rua.
Sair descabelada.
Quero andar cantando.
E fazer poesia em dia de chuva.
Quero cair da escada com as pernas pra cima.
Quero um dia.
Uma hora.
Um minuto.
Desde que seja de verdade.
E a verdade é que eu quero me apaixonar.



http://ateondevai.blogspot.com/2006_05_01_archive.html

Black - Pearl Jam


Oooh...Hey...

Sheets of empty canvas, untouched sheets of clay
Were laid spread out before me as her body once did
All five horizons revolved around her soul
As the earth to the sun
Now the air I tasted and breathed has taken a turn

Ooh, and all I taught her was everything
Ooh, I know she gave me all that she wore
And now my bitter hands chafe beneath the clouds
Of what was everything?
Oh, the pictures have all been washed in black
Tattooed everything...

I take a walk outside
I'm surrounded by some kids at play
I can feel their laughter, so why do I sear?
Oh, and twisted thoughts that spin round my head
I'm spinning, oh, I'm spinning

How quick the sun can, drop away
And now my bitter hands cradle broken glass
Of what was everything
All the pictures have all been washed in black
Tattooed everything...

All the love gone bad turned my world to black
Tattooed all I see, all that I am, all I will be...yeah...
Uh huh...uh huh...ooh...
I know someday you'll have a beautiful life
I know you'll be a star
In somebody else's sky, but why, why, why
Can't it be, can't it be mine